sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Se nada do que eu fiz ou disse te toca ou nem ao menos incomoda, então não sei o que pode ser capaz. O que pode mover esse coração? O que é capaz de te tocar? Por que reclamaste de indiferença quando isto tu também fizeste? Aliás, por que ainda pergunto? Pra que tanta vanidade, tanto sofrimento ocasionado por tanta contradição? Pra que viver? Por que apareceste no meu caminho? Bom foi pelo começo, mas no fim me doeu seus espinhos.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Um sinal?

Ninguém nunca entendeu o que eu disse
Nem eu soube do que estava falando
Eu nunca entendi nada do que me disseram
Tampouco senti pelas palavras que me vieram

Talvez deva tentar parar de falar
Talvez eu voltando a falar "talvez"
Seja um sinal de que não deva tentar outra vez

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Versos ocos, palavras ocas III: Nada, uma granada com simetrias, dois signos, um mau e outro maligno

Eu não me vejo, eu não me sinto
Penso, logo eu minto.
Eu não me acho - eu nem me perco!).
Eu não me vejo, eu me acerto,
mas desacerto tão certo e tão incerto ao mesmo tempo.

Nada. A vida é mesmo uma granada.
Uma bomba atômica em Hiroshima.
Uma mina, uma mina, uma irmã.
Um ditongo, um tritongo,
um hiato. Um vácuo. Nada. Uma granada.
Uma metralhadora no metrô me deixou no bistrô do bifê.

Me perco - me achO.
Me vejo - disfarçO.

Um saco! Um porre! Tomei um porre;
uma porrada. Soco na cara, a tara, a tara.
Palavras repetidas não são em vão; têm dois significados,
dois signos, um mau e outro maligno.
E eu não me vejo, eu não me sinto.
Não me bates com o cinto.
Eu não rimo, eu não minto, nem arrimo, indistinto.

Sou um nada. Nada, uma granada.
Não me vejo nem me sinto.
Penso, logo - lógico! Não minto!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Nada do que eu penso se torna realidade, porque tudo o que eu penso já existe.

domingo, 18 de novembro de 2012

Ninguém "fica louco". Todo louco já é um perfeito louco dentro de si.

sábado, 17 de novembro de 2012

Voltas

Não tem volta.
(Revolta!)
Será que volta?
Desvolta.
Revoltas, sem voltas, em círculos,
dentro de quadrados perfeitos
e circunferentes aos raios do quadro.
A linha é reta, por isso revolta.

Não tem volta!
Revólver, revolver,
revolta, sem volta. Não volta.
A volta é infinita, mas tem um fim.
Finito fim do início
Do meio do final das pontas
Sete pontas e um ponto
no meio
do ápice da pirâmide.

Não tem volta,
por isso é que revolta. Mar em revolta.
Redemoinhos, tempestades, tsunamis;
olho do furacão.
Isso é que revolta,
o fim da linha reta em círculos
espessa, feita de pontos. pontos circulares. Circunferências.
Conferências, displicências, disciplina,
sem disciplina, sem regras, sem nada, oco.
Poesia oca. Círculos, voltas...
reticências... não tem fim...
sem fim! pra mim...

Fim. 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Ler ou não ler,

eis a questão. Se quiseres saber, opte pela razão. Se leres, serás livre ou prisioneiro, preso pela ignorância ou liberto pela pena e pelo tinteiro. Caso não queiras ler, ficarás impassível de um mundo que não te pertence, nunca pertenceu, tampouco pertencer-te -á. No futuro virão e verás outras obras, outros verões, novos jargões, já antiquados os modernos palavrões. Quem sabe se inda serás? Se viver, verás. Se, então leres, saberás. Tudo é ilusão: palavras vêm, palavrão. Igual, diferente, distante e ciente. E eu já perdi a rima, não sei as regras, ignoro o sabedor, o que me importa é ler e ser lido, meu caro leitor.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Nada.

Desculpe-me (embora sei que não vais aceitar tal pedido)
Por dizer que te amo
Se nem sei do que se trata o amor
Se não sei como palpá-lo
como cheirá-lo, como senti-lo
Se nem sei o que sinto
Se de nada sei
[Tampouco sei quem sou
Se nada restou do que nunca houve

Não há palavras para expressar...

Nada.

sábado, 10 de novembro de 2012

Versos ocos, palavras ocas II ou Um-ainda-desamor [com paráfrases e delírios

Não houveram canções, nem versos, nem sentimentos
Contrastes diversos, ilusões e muitos ressentimentos
Tais contrastes deveras houveram
Tais desastres me naufragaram e me afundaram
Na poesia oca / me atolei /atolei, afundei, poetizei

Não houve nada
Na certa, realmente não haveria nada
Apenas senti
E me vi
Como mais um
Longe de nós
Somente eu
Um ser comum

Café da manhã todos os dias
Maçã, canção, poesia e amor
Verdade ou mentira, foi só uma ilusão
[ahh! certamente uma grande e bela ilusão!
Certamente uma paixão boba, sem belezura
Sem futuro
Eu aqui sem você
Sem futuro
Eu aqui sem você
Por acreditar
No que nunca deveria aceitar

Um sorriso no seu riso / seu abraço
Um colo, no seu colo / seu espaço
Sua arcada dentária

Um aço, um pedaço, um delírio, um lírio, uma murcha flor
Uma lágrima, um choro, um ainda-desamor
Favor, amor, não cruze mais meu caminho por favor

domingo, 4 de novembro de 2012

Versos ocos, palavras ocas I

Vida: verdade ou mentira - eis a questão.
Vida: eis maior mentira - uns anos de ilusão!
Vida: mentira e paixão, mente e desilusão, alma e coração.
Corpos, carne, osso, pele, arrepio.
Prazeres.
Carne, almoço, café com leite, ovos de quintal.
Mergulho.
Escuro, mar, estrelas e imensidão.

Palavras: eis grande invenção!
Grandeza, pequeneza, dinheiro, riqueza.
Pobreza, pequenez, obscuridade - a idade!
Velhice: tolice, criancice, circense, censo, relento, ao vento, bem lento.
Câmera lenta, caneta, escopeta, canela, janela - a bela!
Pássaros, fuga, eco, tiro, morte, fim.